O alto número de refugiados ucranianos chegando à Polônia está deixando o governo local preocupado com o aumento do índice de desemprego. O país recebeu 1,4 milhão de pessoas até quarta-feira, 9, segundo a agência da ONU para refugiados. O número representa mais da metade de todas as pessoas que deixaram o território da Ucrânia. Até agora, a entidade contabiliza 2,3 milhões de refugiados.
Antes da guerra, a Polônia já tinha cerca de 1 milhão de ucranianos morando no país. A maioria era de homens. O êxodo provocado pela guerra modificou esse perfil, já que a maior parte dos refugiados é composta por mulheres e crianças.
O governo da Polônia pediu ajuda à União Europeia. Os países do bloco se comprometeram a fornecer um pacote de ajuda inicial de 500 milhões de euros a serem divididos pelas nações que ajudarem nos esforços de acolhimento dos refugiados. Atualmente, a taxa de desemprego na Polônia é de 2,8%.
Outra medida que pode ajudar é a liberação de vistos temporários de moradia, que permitem aos ucranianos conseguir um emprego formal tão logo atravessem a fronteira. O governo polonês diz que está conversando com empresários, para facilitar a entrada dos refugiados no mercado de trabalho.
Guarda temporária de crianças
Outro problema provocado pela guerra é a travessia de crianças sozinhas ou desacompanhadas dos pais. A lei marcial imposta na Ucrânia impede, por exemplo, que homens de 18 a 60 anos deixem o território, pois eles podem ser convocados para lutar contra o exército da Rússia.
Para mitigar a questão, o governo polonês instituiu uma guarda temporária. Assim, crianças que atravessem a fronteira com parentes que não sejam os pais ou responsáveis legais continuam com os acompanhantes da travessia, sem serem encaminhados a orfanatos na Polônia.
Grupos de crianças de orfanatos ucranianos também podem ser beneficiados pela medida. Ou seja, ao passar para a Polônia, os menores continuam sob a responsabilidade dos cuidadores que já os acompanhavam.

