O encontro do ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira, 18, ocorreu após sugestão de generais do alto comando e dos chefes das forças.
Pediu-se a Nogueira que a resposta das Forças Armadas aos questionamentos de Moraes sobre a auditoria militar do pleito, não fosse apenas no papel, por meio de um documento enviado ao tribunal. Afinal, durante meses Nogueira pressionou por reuniões com Moraes para que os militares participassem da apuração.
Há a preocupação do alto comando sobre como as Forças Armadas sairão do processo eleitoral, diante da clara politização do trabalho dos militares na comissão fiscalizadora das eleições.
Segundo fontes do Ministério da Defesa, Nogueira tinha a missão de distensionar as relações e tirar qualquer impressão de Moraes de que o trabalho dos militares fosse auditar as urnas eletrônicas.
O ministro afirmou a Moraes que os militares não fizeram auditoria do resultado das urnas, como adiantou o Bastidor, e que vão produzir um relatório como entidade fiscalizadora.
Ele adiantou a resposta, dada no dia seguinte, de que o trabalho completo seria disponibilizado após o segundo turno.
Fontes militares afirmaram ao Bastidor que a forma como Nogueira vem conduzindo o processo —cedendo “a certas instrumentalizações das forças” — prejudica a imagem das Forças Armadas na sociedade civil.

