A fala do novo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, em que defendeu a criação de Grupo de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco) nacional foi mal recebida por alguns setores da área. Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasi (Adepol), afirmou que a iniciativa poderia gerar uma quebra da harmonia entre as forças de segurança e o governo federal.

A Adepol lembra que os Gaecos nasceram por iniciativa dos ministérios públicos estaduais e federal, não por vontade do Executivo. Para a entidade, não cabe à secretaria comandada por Sarubbo encampar tal medida. A associação diz que o secretário deveria primeiro conhecer as funções que irá executar e como poderá dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito pelos antecessores, antes de sugerir mudanças tão significativas.

“A Adepol  respeitosamente alerta ao novo Secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp), eminente Dr. Mário Sarrubbo, para que conheça melhor a estrutura, programas, limites e alcance de atuação de sua pasta antes de anunciar nacionalmente perante a mídia a adoção de medidas de impacto, como “criação de um GAECO nacional” na esfera daquela secretaria ou Ministério, ato que mostrar-se-ia de notória inconstitucionalidade e que criaria sérias desarmonias e conflitos com as várias instituições policiais desde país”, afirma a entidade.

Sarrubbo foi escolhido pelo novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para comandar a área que cuida das forças policiais federais e das políticas específicas de segurança entre a União e os estados. Integrante de carreira do Ministério Público de São Paulo, ele defendeu a criação do Gaeco nacional com base na experiência que teve como promotor de justiça.