Aliados do presidente Jair Bolsonaro estão preocupados com sua saúde mental. Acham que ele não está sabendo lidar com sua primeira derrota eleitoral – e, para piorar, rejeita orientação médica ou psicológica.
Um amigo do presidente o orientou a procurar ajuda, mas Bolsonaro não quis saber. Disse temer ter suas informações vazadas, além de achar que não precisa de ajuda.
Preocupa gente próxima ao presidente sua falta de disposição em frequentar ambientes públicos e de falar com seus apoiadores. Quando o faz, como ocorreu nesta segunda-feira, 5, Bolsonaro chora. Outra reação é não falar com ninguém.
A amigos, Bolsonaro se diz vítima de injustiça: ora porque acredita ter sido roubado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ora porque acha não ter sido devidamente valorizado por seu governo – que ele acredita ter sido bom.
Os filhos já demonstraram publicamente preocupação com o pai, prometendo-lhe apoio. Recentemente, Carlos Bolsonaro escreveu em seu canal no Telegam: “Estive com meu pai… Inclusive dormimos no mesmo quarto, ou melhor, não dormimos. E digo que sei interpretar grande parte de seu comportamento. Papel de filho e amigo. Estarei sempre aqui.”

