Integrantes da diplomacia brasileira foram procurados por colegas europeus preocupados com a entrada, a partir do ano que vem, de Arábia Saudita, Emirados Árabes e Irã no Brics (acrônimo em inglês para o grupo de países composto por Brasil, Rússia, China e África do Sul).
Queriam saber se existe o risco de o Brasil mudar seu engajamento na transição energética em substituição ao petróleo, algo que preocupa especialmente os europeus. Eles acham que o futuro maior peso de países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) pode atrapalhar os esforços globais para a diminuição do uso dos combustíveis fósseis.
Segundo fontes da diplomacia disseram ao Bastidor, a resposta aos europeus foi que nada muda. O Brasil seguirá empenhado na transição energética e na busca para se tornar o maior exportador de hidrogênio verde, visto como o combustível do futuro.
Os europeus desconfiam que a nova configuração do grupo econômico pode atrapalhar os rumos ambientais brasileiros.

