Jair Bolsonaro manterá seus ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, segundo interlocutores do presidente. Ele sabe que a chance de aprovar a PEC é remota no Congresso, mas vai seguir com o plano de se apresentar como vítima de fraude se perder a reeleição no ano que vem. As pesquisas de intenção de voto mostram o ex-presidente Lula ganhando dele nos dois turnos.
Bolsonaro vai culpar o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, pela rejeição da PEC na Câmara, mas seus aliados no Congresso garantem que essa derrota não muda os planos de ataque ao sistema eleitoral.
Na sexta-feira 6 de agosto, o presidente da Câmara, Arthur Lira, comunicou a Bolsonaro que vai levar a PEC do voto impresso ao plenário, apesar de a comissão especial ter rejeitado a mudança. A ideia dele é submeter a proposta nesta semana aos deputados. O presidente concordou.
A data da votação será definida hoje em reunião de Lira com os líderes de bancadas.

