Ao se avolumarem as críticas sobre a forma e o conteúdo da minuta da PEC da Transição, integrantes da equipe de transição tentam convencer Lula a anunciar seu ministro da Fazenda nos próximos dias.
O argumento é que o futuro ministro poderá assumir a liderança e a interlocução da PEC e defender políticas compensatórias às dos gastos sociais fora do teto de gastos, como os do Bolsa Família. Lula quer uma licença para manter estes gastos fora do teto por quatro anos, ou seja, por todo seu mandato – o que tem sido rejeitado até por aliados seus.
Integrantes da equipe já argumentaram que a falta do responsável pela futura política econômica provoca não apenas ruído com o mercado e investidores, mas também com lideranças no Congresso mais ao centro.
Lula combinou de conversar a respeito do assunto com o vice, Geraldo Alckmin, na volta da viagem ao Egito e Portugal. Falará também com os integrantes do grupo da Economia do governo de transição, que estão distantes da discussão sobre a PEC, e com integrantes do seu conselho político.

