O PSD tem maioria a favor da PEC que permite o calote do governo federal nos precatórios e cria o Auxílio Brasil – versão bolsonarista e turbinada do Bolsa Família. Fontes da sigla afirmaram ao Bastidor que, pelo menos, 20 parlamentares apoiam a medida. A bancada do partido tem 35 integrantes.

A PEC dos Precatórios permite que o governo parcele suas dívidas judiciais e fure o teto de gastos para pagar benefícios sociais aos mais pobres. A gestão Bolsonaro tenta ao máximo negar que o texto represente um calote ou um descumprimento da responsabilidade fiscal. 

Mas essa foi a única saída encontrada depois dos seguidos embates do presidente com o Judiciário, que poderia ter ajudado a União a resolver o problema. O texto era para ter sido analisado pela Câmara ontem (26), mas ainda não havia acordo para dividir o pouco pirão entre os mais pobres, as emendas exigidas pelos parlamentares e as dívidas do governo.

Hoje pela manhã, Arthur Lira anunciou haver acordo para votar PEC nesta quarta-feira. Mas nada pode ser cravado ainda.

Um deputado do PSD que é contra o projeto disse que o apoio na Câmara não garante que o movimento se repetirá no Senado de Rodrigo Pacheco, que oficializou sua filiação à sigla hoje, em Brasília, para disputar as eleições em 2022.

Pacheco afirmou há pouco que o pagamento dos precatórios é importante, mas que é preciso respeitar o teto. O senador ressaltou, porém, que o Senado será célere, dentro do seu próprio tempo, na discussão do texto, mesmo que ela seja feita diretamente em plenário.