A bancada do PT na Câmara conta com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para que o texto do novo arcabouço fiscal, que foi modificado no Senado, não sofra novas alterações quando voltar a ser analisado pelos deputados.

A margem de segurança petista é que o relator do projeto no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), acertou com Lira a retirada do Fundeb, do Fundo Constitucional do Distrito Federal e das despesas com tecnologia, ciência e inovação da regra fiscal. Como mostrou o Bastidor, as exceções incluídas por Aziz causaram reclamação de deputados.

Os petistas chegaram a cogitar novas mudanças, mas temem atrasar ainda mais a tramitação do texto. Com a posição de não haver novas alterações acertada com Lira, disse um deputado do PT ao Bastidor, o texto tende a sair da Câmara da forma que deixar o Senado.

Haverá, no entanto, resistências. Primeiro, de deputados que vão propor mais mudanças a partir das feitas pelos senadores. Segundo, de parlamentares que querem retomar o texto inicial do relator Cláudio Cajado (PP-BA).

“As mudanças descredibilizam o arcabouço”, disse ao Bastidor o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). “Queremos retomar o que foi aprovado aqui”.

Com a pauta da Câmara travada, o texto será analisado na primeira semana de julho, junto com a reforma tributária e a Medida Provisória do Carf.