Apesar de Lula e Geraldo Alckmin, PT e PSB não estão alinhados em quatro estados (Rio Grande do Sul, Acre, Espírito Santo e São Paulo) e ameaçam roer a corda em ao menos outros dois (Rio de Janeiro e Pernambuco).

No Rio Grande do Sul, o PT não abre mão de Edegar Pretto como candidato a governador, nem o PSB de ter Beto Albuquerque, que pode apoiar Ciro Gomes, se os petistas não desistirem da candidatura própria no estado.

O mesmo ocorre no Espírito Santo, onde disputam o petista Fabiano Contarato e o socialista Renato Casagrande. Nenhum dos dois quer ceder o espaço para o aliado.

Em São Paulo o caso é conhecido, entre Fernando Haddad e Márcio França. No Acre, o PT tem dois nomes possíveis para a disputa do governo estadual, um deles o ex-senador Jorge Viana. O PSB reivindica o direito de indicar o candidato.

No Rio de Janeiro, o problema é o PSB, que quer indicar um candidato ao governo (Marcelo Freixo) e outro ao senado (Alessandro Molon) e dá a desculpa para o PT ameaçar apoiar o candidato do PSD, de Eduardo Paes.

Mesmo em Pernambuco, onde tudo parecia resolvido, um grupo petista já ameaça abandonar Danilo Cabral, do PSB, que vai mal nas pesquisas, para embarcar na campanha da ex-petista Marília Arraes, hoje no Solidariedade.

Correção às 10h44 de 30 de maio de 2022: esta nota citava originalmente, por equívoco, o senador Alessandro Vieira, em vez do candidato Alessando Molon. O texto foi alterado. Pedimos desculpas a ambos e aos leitores.