O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), e seus secretários na pasta, Ricardo Cappelli e Augusto de Arruda Botelho, sabem que são alvos de petistas que querem mais espaço no governo para o PT.
As críticas partem, principalmente, de integrantes do PT de São Paulo – próximos de advogados do grupo Prerrogativas – de olho na dança das cadeiras que uma possível ida de Dino para o STF (Supremo Tribunal Federal) pode gerar.
Alguns, como Rui Falcão, Alencar Santana, Vicente Candido e Carlos Zarattini, se reuniram com o ministro Gilmar Mendes, segundo o jornal O Globo, e trataram da escolha de Lula para a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Dino é tratado como espetaculoso devido ao desempenho nas comissões a que comparaceu na Câmara, além das entrevistas que costuma conceder. Também desagradou ao PT a resistência em dividir o ministério em duas pastas: uma somente da Justiça e outra da Segurança Pública.
No STF, Dino atenderia aos requisitos que Lula tem buscado para fazer a indicação. O PT de São Paulo, no entanto, prefere que o presidente escolha o atual Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Para o seu lugar, o nome preferido dessa ala é o de Marco Aurélio de Carvalho, um dos principais nomes do Prerrogativas, que ainda não foi contemplado com nenhum cargo.
Só a possibilidade da escolha de Dino para o Supremo provocou movimentos petistas – e do próprio ministro – para substituí-lo. Os petistas trabalharão, nesse caso, para Messias assumir a Justiça ou a deputada Gleisi Hoffmann, o que aumentaria a presença feminina no governo, após a saída de Ana Moser. Já Dino prefere Cappelli ou Arruda Botelho.

