Lideranças da base governista no Senado alertaram ontem (23) os líderes do PT e do governo para o que consideram uma armadilha que esperam não se repetir entre os senadores.

Na avaliação desses líderes, deputados petistas, em vez de defender com afinco o projeto de maior interesse do governo, tentaram minar a proposta tão logo o ministro Fernando Haddad (Fazenda) a entregou ao Congresso.

A sabotagem, na avaliação desses senadores, ocorreu com os discursos duplos: para dentro, pedindo voto; para fora, acusando o arcabouço de tirar investimentos de áreas fundamentais.

Efraim Filho (PB) chegou a dizer que as bancadas da base não podem assumir o ônus de votar no arcabouço fiscal enquanto petistas gritam para o eleitorado que a proposta retira dinheiro da educação, do salário do trabalhador, da saúde. Ou o novo marco fiscal é do governo ou não é, reclamou o líder do União Brasil.

Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, prometeu que a postura seria outra. É capaz. Os senadores tendem a ser menos histrônicos que os deputados. Mas, reclamaram ontem, o estrago está feito.