Os deputados federais do PT prometem atrapalhar a tramitação da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça, mas o governo conta com a promessa da presidente da CCJ, Bia Kicis, para iniciar em 26 de abril as audiências públicas que vão ser distribuídas por três semanas.  

Os petistas dizem que não há acordo para iniciar as discussões e defende que a CCJ se concentre nos projetos de combate à pandemia ou que ajudam empresas e a população a atravessar a crise. Esse foi o argumento do presidente da Câmara, Arthur Lira, quando começou a presidir os trabalhos da casa logo que foi eleito.

Ao mesmo tempo, a escolha de Bia Kicis para presidir a CCJ é decorrência do amplo acordo que elegeu Lira e a reforma administrativa é uma das bandeiras do ministro da Economia Paulo Guedes para sinalizar redução de gastos com a máquina pública.

Este ano é crucial para a tramitação da reforma administrativa porque há eleição no ano que vem e as pautas impopulares não vão avançar.