A bancada do PT no Senado vai votar a favor da recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República e da aprovação de André Mendonça, indicação de Jair Bolsonaro, para o Supremo Tribunal Federal – caso, é claro, a sabatina de Mendonça aconteça, algo em dúvida após a denúncia de Bolsonaro contra a ministro Alexandre de Moraes.

Para isso, buscou justificativas diferentes para o seu voto, apesar das críticas públicas contra o que apontam ser subserviência de Aras e de Mendonça ao presidente da República.

Aras à frente da PGR “descriminalizou a política”, dizem senadores petistas. Para lembrar: o procurador-geral da República desmontou as forças-tarefas do Ministério Público Federal, entre as quais a de Curitiba e a do Rio de Janeiro, responsáveis pelas prisões de Lula e do governador Sérgio Cabral, e tem deixado correr ações contrárias a procuradores.

Sobre André Mendonça, dizem que ele ficará por 27 anos no STF. “É tempo demais para tê-lo por inimigo”, afirma um petista. Além disso, a vitaliciedade do cargo, acredita a bancada, fará com que haja um afastamento “natural” de Bolsonaro e de suas ideias radicais.

Para os petistas, Mendonça nunca foi um radical e, no STF, também não será.