Tiago Queiroz, ex-secretário nacional de Mobilidade, continua com sua foto estampada no site do do Ministério do Desenvolvimento Regional mesmo depois passado quase um mês da sua exoneração do cargo.

Queiroz chegou ao posto com apoio do Centrão, indicado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro. O grupo manteve a nomeação do advogado mesmo havendo acusações de estelionato e de improbidade administrativa contra ele.

O advogado, que chefiava uma secretaria R$ 6 bilhões de orçamento, era conhecido por fazer a distribuição das emendas de relator, as RP9, que são questionadas por falta de transparência no gasto público.

A gota d’água para a queda de Queiroz, em outubro deste ano, foi a operação Pés de Barro, da PF. Ele foi envolvido na investigação por ter sido diretor do Ministério da Saúde durante o governo Temer – à época, a indicação foi bancada, além de Ribeiro, por Ciro Nogueira e Arthur Lira.

Davidson Tolentino, ex-diretor da Codevasf ligado do PP, caiu pouco antes de Queiroz – em setembro. E, assim como o advogado, também ocupou uma diretoria na Saúde durante a gestão de Temer.