Aliados de Jair Bolsonaro estão receosos com o futuro mandato de Rosa Weber à frente do Supremo Tribunal Federal –ela assume em 9 de setembro, faltando um mês para as eleições.

A ministra já impingiu derrotas ao governo. Suspendeu as emendas parlamentares do orçamento secreto e negou o arquivamento de investigação, em março, contra o presidente no caso da compra superfaturada da Covaxin, para citar duas.

Rosa Weber também não é dada a frequentar os salões do Poder nem as negociações de bastidor.

A avaliação é que Bolsonaro precisará maneirar os modos às vésperas da eleição. Qualquer provocação do presidente contra o STF, é provável que receba uma resposta dura da ministra, sem que seja possível baixar a fervura política no bastidor.

Pior: a intensidade de um eventual ataque a Weber poderá ser considerado um ataque às mulheres, segmento em que a rejeição de Bolsonaro já alta.