O presidente do PDT, Carlos Lupi, enfrenta pressão sobre a divisão do fundo eleitoral, dinheiro público destinado a bancar a campanha este ano. Candidatos a governador e a deputado querem uma parte maior, em detrimento da candidatura presidencial de Ciro Gomes.
A turma acha que Ciro não emplacou – aparece em terceiro lugar, com 7% das intenções de voto, no último Datafolha – e ainda atrapalha o avanço nas alianças regionais, ao tentar destruir pontes do PDT com o ex-presidente Lula.
No Ceará, há a preocupação em se manter a aliança entre PDT e PT que já dura quase duas décadas – e, que, este ano, pode não ocorrer pela a animosidade de Ciro contra Lula. Muitos candidatos do PDT preferem fazer campanha com Lula, líder nas pesquisas, a defender candidato do seu partido.
A disputa tende a esquentar – em todos os partidos, diga-se – porque a decisão tem de ser tomada nos próximos dias. Em 16 de junho o PDT vai saber quanto terá para gastar nas eleições deste ano. Antes, porém, terá de divulgar um documento apontando como serão alocados os recursos públicos.
O Bastidor já mostrou que a insatisfação com Ciro Gomes no PDT é antiga. Integrantes do partido acham Ciro caro – tanto pelo salário de 21,3 mil reais que recebe, quanto pelos 250 mil reais mensais pagos a seu marqueteiro, João Santanna.

