Em conversas reservadas ontem (quarta) à noite, chefes do centrão, enquanto curtiam o jogo do Flamengo contra o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil, voltaram a articular para que Tereza Cristina seja vice na chapa de Jair Bolsonaro. 

Nas tratativas anteriores, o presidente não foi convencido. Gosta de sua ex-ministra da Agricultura, mas prefere a lealdade inequívoca de Braga Netto. Tereza Cristina também não se empolgou. Acredita ter boas chances para se eleger senadora por Mato Grosso do Sul. 

Diante da persistência da desvantagem de Bolsonaro nas pesquisas, em especial entre o eleitorado feminino, Valdemar Costa Neto e Arthur Lira acreditam que Bolsonaro pode ser persuadido a mudar de ideia. Caso o presidente acolha o nome da ex-ministra, convencê-la a aceitar a vice não seria difícil, avaliam essas lideranças. 

Os chefes do centrão e Flávio Bolsonaro acreditam que a escolha de Tereza Cristina causaria impacto e burburinho favorável num momento ruim da campanha à reeleição do presidente. 

Ainda que o plano não prospere, o centrão quer que Tereza Cristina trabalhe mais na campanha, tanto em aparências públicas quanto como embaixadora do presidente junto ao agronegócio, setor no qual Lula avança por meio de Blairo Maggi.