Futuro presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Vanderlan Cardoso convidou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para um jantar nesta quarta-feira (15). Seria portador de boas notícias.
O movimento, que antecede as reuniões de Campos Neto com representantes do governo, Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Rui Costa (Casa Civil), foi interpretado por outros parlamentares como tentativa de se dar relevância.
No encontro de ontem, Cardoso garantiu a Campos Neto que sua eventual convocação para falar sobre taxa de juros e inflação não tinha adesão nem de toda a bancada do PT, menos ainda da base. Garantiu que os ataques dos parlamentares mais à esquerda, uma minoria, fazem parte da disputa política.
Filiado ao PSD, o futuro presidente da CAE disse que o Banco Central independente tem um aliado à frente da comissão e de Gilberto Kassab, presidente do seu partido. Afirmou que além de sua legenda, MDB e União Brasil também são contra qualquer alteração na lei que concede autonomia ao BC.
Em contrapartida, Campos Neto prometeu ir ao Congresso logo depois do Carnaval para explicar as decisões recentes do BC e que entende as disputas políticas. O clima foi muito amigável.

