Um bebê recém-nascido está entre os 17 brasileiros que permanecem na Ucrânia, apesar da guerra que o país enfrenta contra a Rússia. Segundo o Itamaraty, a criança deve ser retirada da zona de conflito nos próximos dias. Não foram informados detalhes sobre a identidade, nem as condições em que ela se encontra no momento.
Além da criança, há 10 adultos que moram na Ucrânia e não pretendem deixar o país, apesar da escalada militar. Os outros seis são jornalistas que estão no front cobrindo a guerra de perto. No início do conflito, havia cerca de 500 brasileiros no país.
De acordo com o Itamaraty, a baixa presença de brasileiros no país explica o silêncio do canal aberto no aplicativo Telegram pela embaixada na Ucrânia. Desde o dia 21 de março, não houve nenhuma nova postagem no canal.
A plataforma foi criada no dia 15 de fevereiro, antes do início do conflito, para fornecer aos cidadãos brasileiros informações sobre o desenrolar da situação política. Com o início dos ataques, o Telegram foi usado pela embaixada para dar detalhes sobre possibilidades de evacuação.
Entre os dados fornecidos estavam horários de trens e locais onde a representação diplomática brasileira poderia ser encontrada tanto na Ucrânia como nos países vizinhos, para dar suporte aos refugiados.
Situação dos refugiados
A ONU afirma que mais de 4 milhões de pessoas deixaram o território ucraniano em direção aos países vizinhos, até ontem (terça). Os dados são obtidos com os governos locais. Só na Polônia, 2,33 milhões de pessoas cruzaram a fronteira. Este é o maior êxodo populacional na Europa, desde a Segunda Guerra Mundial.
Os dados apontam que mais de 10 milhões de cidadãos deixaram os locais onde moravam, mas permanecem no país. Entre essas pessoas estão mais da metade de todas as crianças ucranianas
No front, a ONU contabiliza que ao menos 1,1 mil civis foram mortos, em pouco mais de um mês de conflito. Porém, as Nações Unidas reconhecem que os dados são subestimados, já que tem sido difícil confirmar as baixas. Entre as vítimas, há 99 crianças.

