Nas conversas que pretende ter com governadores eleitos nos próximos dias, Lula planeja abordar a possibilidade de o país se tornar refém dos caminhoneiros, como se tornou rotineiro desde 2018.
Para evitar isso, além de investir em alternativas como o modelo ferroviário e portuário, o presidente eleito quer articular um protocolo para que não fique apenas nas mãos do governo federal a responsabilidade por desobstruções de estradas.
Governos estaduais e municipais poderiam recorrer ao protocolo quando necessário e agir mais rapidamente.
Aumentar o transporte por trem requer alto investimento em ferrovias e demanda tempo, anos. Então, avalia o petista, é urgente elaborar um planejamento articulado entre governos.
Lula está certo que, ao deixar o mandato, Bolsonaro recorrerá ao artifício de fechar estradas para tentar fazer refém o governo nos próximos quatro anos.

