A pressão que Arthur Lira vem exercendo sobre o relator da reforma administrativa e da comissão especial para o tema se tornou mais um ponto de insatisfação da base do governo com o presidente da Câmara.
Lira com frequência pressiona para a entrega do relatório e reclama do seu conteúdo. O presidente ameaça dissolver a comissão especial para análise do projeto para colocar o texto em votação diretamente no plenário da Casa.
Arthur Maia deve apresentar o documento para a análise da comissão ainda nesta terça-feira, 21 de setembro, e, caso haja acordo, a possível que seja votado na próxima semana.
Lira quer encerrar seu trabalho à frente da Câmara com reformas aprovadas e sabe que se deixar para o próximo ano, com eleições, não haverá espaço para mudanças impopulares na lei. O problema, dizem os reclamantes, é que não pode ser qualquer texto.
Em conversas recentes, o ministro Paulo Guedes (Economia) e os ministros da articulação, Flávia Arruda e Ciro Nogueira, foram alertados por parlamentares para o risco de aprovação de um texto ruim para servidores e inconstitucional, o que causaria desgaste ao presidente às vésperas de ano eleitoral ou, mais uma vez, veria o Senado modificar ou ignorar um projeto saído da Câmara.

