A demora de Lula em promover a reforma ministerial para a entrada do PP e do Republicanos ao governo tem atrapalhado as negociações da base aliada na CPI do MST.
Parlamentares governistas vão acionar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para intervir na comissão, que pode ter o seu prazo alongado por mais 60 dias e receber o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nos próximos dias.
A confirmação de que Lula faria mudanças em seus ministérios fez o centrão atuar para impedir a convocação de Costa na CPI antes do recesso. Com a volta dos trabalhos, a presença do ministro foi aprovada.
O governo já havia garantido a deputados de esquerda na CPI, que havia uma articulação para reduzir danos. As negociações, como mostrou o Bastidor, levavam em conta a reforma ministerial.
Como até o momento André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) ainda não assumiram seus ministérios, a oposição bolsonarista encontrou espaço para novamente enquadrar o governo.
Além de Costa, os deputados da CPI vão ouvir o líder do MST, João Pedro Stedile, que recentemente foi à China com Lula em viagem oficial.

