A Anvisa aguarda, desde o dia 29 de novembro, que o laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD) envie uma série de respostas a questionamentos técnicos feitos sobre o medicamento Molnupiravir. O remédio é usado no tratamento de casos leves e infecções iniciais da covid-19 e já é liberado em outros países, como os Estados Unidos, Reino Unido e Paraguai.
No Brasil, o MSD pediu à Anvisa a liberação para uso emergencial da droga, que poderia diminuir as hospitalizações em casos menos graves, como os provocados pela variante Ômicron, do coronavírus.
Em geral, o processo para a liberação de uso emergencial de um medicamento dura 30 dias, contados a partir da data de envio do pedido. Segundo a Anvisa, o prazo ficou suspenso depois do envio dos questionamentos, que ainda não foram respondidos.
A agência informou que não pode especificar quais foram as perguntas encaminhadas ao laboratório. O Bastidor entrou em contato com a MSD, que não respondeu.
Estudos globais
No site da MSD, em português, há uma explicação mais detalhada sobre como a droga funciona. Segundo o laboratório, o medicamento é administrado via oral e impede a replicação do coronavírus no corpo. Sendo assim, se for usado logo após a infecção, tem alta taxa de eficácia, sobretudo em pacientes já vacinados.
A empresa afirma que está realizando estudos globais sobre a eficácia do molnupiravir. No Brasil, a pesquisa é realizada em sete centros: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto no interior), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Bento Gonçalves (RS).
Tratamento rápido
Um dos estudos relacionados ao Molnupiravir é como profilaxia entre pacientes que foram expostos a outras pessoas contaminadas pelo coronavírus. Dependendo dos resultados, ele pode ser uma alternativa a tratamentos realizados com ivermectina, por exemplo, já comprovadamente ineficazes – mas ainda bastante recomendado por médicos, com a complacência co Conselho Federal de Medicina.

