O depoimento do presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, à CPI da Pandemia amanhã, quinta-feira 27 de maio, é aguardado ansiosamente pelo relator Renan Calheiros. A expectativa dele é mostrar a má vontade do presidente Jair Bolsonaro com relação à primeira vacina disponível para os brasileiros.
Os documentos enviados à comissão e as testemunhas que já foram ouvidas reforçam a suspeita de que o governo federal acreditava na imunidade de rebanho como a forma mais barata para conter a pandemia, o que guiou a falta de planejamento para compras e distribuição de vacinas no ano passado.
Renan Calheiros espera que Covas revele os detalhes das negociações fracassadas entre o Butantan e o Ministério da Saúde. A Coronavac é uma vacina desenvolvida em parceria entre o Butantan e a chinesa Sinovac. Desde o começo da vacinação, 65,6% dos imunizantes aplicados são CoronaVac, 32,7% AstraZeneca e 1,8% Pfizer.
Bolsonaro e seus seguidores mudaram de atitude e passaram a apostar na vacinação. No ano passado, prevaleceram seus ataques à Coronavac porque essa vacina foi uma aposta de João Dória, governador de São Paulo e pré-candidato a presidente no ano que vem.

