O relatório do senador Renan Calheiros que será lido nesta terça-feira, 19 de outubro, na CPI da Pandemia, pede o indiciamento por corrupção do empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos.

De acordo com o documento, houve uma serie de irregularidades na contratação de R$ 1,6 bilhão da vacina indiana Covaxin. Calheiros cita o envolvimento direto do presidente Jair Bolsonaro na tentativa de compra do imunizante.

Cita a carta de Bolsonaro, em janeiro de 2021, ao primeiro-ministro Narendra Modi enquanto o governo ignorava as ofertas da Pfizer, que chegou a mandar uma centena de e-mails para o governo, inclusive ao presidente.

O documento lista, ainda, para demonstrar os indícios de corrupção, o aumento de mil por cento no valor estimado do imunizante, a entrega de documentos falsos ao Ministério da Saúde e a garantia irregular da FIB Bank.

Ainda para justificar o indiciamento de Maximiano, Calheiros cita as informações dos irmãos Miranda levadas à CPI, como o pedido de pagamento adiantado de cem por cento do valor da vacina e sua transferência para uma offshore fora do contrato.