O senador Renan Calheiros ligou para colegas no domingo para se defender de ataques de bolsonaristas e afirmar que, embora seja o relator da CPI da Pandemia, não controlará a comissão. Ele ressaltou que a convocação de pessoas e a requisição de documentos e informações dependem da aprovação dos outros integrantes. Renan explica aos colegas que não controlará a comissão e relatórios paralelos podem ser apresentados.

Há acordo para que Renan seja o relator da CPI da Pandemia, mas a confirmação será em votação na quinta-feira 22 de abril. Na memória recente de Renan, está a derrota na eleição para a presidência do Senado em 2019, quando o governo jogou pesado a favor de Davi Alcolumbre.

No sábado, ataques contra Renan circularam com destaque nas redes sociais de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Nos perfis das deputadas federais Carla Zambelli e Alê Silva, por exemplo, os motivos alegados para evitarem que Renan seja o relator da CPI da Pandemia são o fato de ele ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, um potencial investigado pela comissão, e, pior que isso, já ter declarado seu apoio ao ex-presidente Lula.