O senador Renan Calheiros está decidido a reconquistar a cadeira no Conselho Nacional do Ministério Público que durante anos pertenceu a seus indicados. A posição é estratégica para Renan. O senador sempre a usou para freiar o que ele considera “excessos” do MP. Na prática, é uma forma de tentar retaliar os procuradores que se debruçam sobre os seus malfeitos.
Renan foi o responsável pelas indicações do hoje ministro do TCU Bruno Dantas, em 2009, e do consultor do Senado Fabiano Silveira, em 2011, ao CNMP. Agora o senador tenta emplacar o advogado André Lemos. Ele é o atual Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Uninove, em São Paulo. Lá lecionam ambos os pupilos de Renan: Dantas e Silveira.
Fabiano Silveira chegou a ocupar o cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controle no Governo Temer. Mas caiu três meses depois, após ter conversas divulgadas em que criticava a Operação Lava Jato e orientava Renan. Hoje, Fabiano dedica-se, dentre outros afazeres, à advocacia. Especialmente no TCU, onde atua o amigo Bruno Dantas.

