Depois de conversas preliminares, o Republicanos avisou que tem pouco interesse em compor uma federação com PP e PL.
De acordo com interlocutor inteirado das conversas, o partido, que é ligado à Igreja Universal, prefere ficar longe de uma candidatura única presidencial, priorizando candidaturas regionais e a eleição ao Congresso.
Na Bahia, por exemplo, parte da legenda, ligada ao ministro João Roma (Cidadania), quer apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Já em outros estados do Nordeste, como Pernambuco, o partido prefere Lula. Há estados em que o Republicanos prefere investir numa terceira via.
Diante disso, a menos que o cenário eleitoral mude completamente até o fim do primeiro trimestre do próximo ano, o presidente da legenda, o deputado Marcos Pereira, prefere não se comprometer com candidatura nacional. Em 2023, a legenda poderá aderir ao governo de turno.
O problema de uma federação partidária é a duração da união das legendas: uma legislatura, ou seja, quatro anos. O partido que quiser deixar a federação está sujeito a sanções, como a impossibilidade de acesso ao fundo partidário.

