A volta de Lula à Presidência foi suficiente para garantir a felicidade de todos os petistas. Desde o período da transição, o ex-governador do Paraná, Roberto Requião, tem feito reclamações públicas quanto a escolhas feitas pelo presidente. A mais recente envolve o novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Recém-filiado ao PT após décadas no MDB, Requião esperava ser mais bem tratado pelo governo. Publicamente, considerou como um insulto a possível indicação para a vaga em Itaipu, com salário de R$ 30 mil mensais. Ocuparia o posto pela ex-governadora Cida Borghetti, mulher do rival Ricardo Barros.

Na mais recente reclamação, contra Jean Paul Prates, Requião ressaltou o histórico do senador, que já defendeu publicamente a privatização da Petrobras. “Absolutamente vazio, impatriótico e cooptador dos funcionários para uma visão entreguista?”, questionou no Twitter.

Seu filho, o deputado estadual, Requião Filho, afirmou que o pai só quer “respeito” do partido. “Mas o PT é um partido como qualquer outro, cheio de interesses pequenos e imediatos. Essa é a realidade que nós ignoramos: dentro do PT não é diferente dos demais partidos”, afirmou pelo Twitter.