Está sobre a mesa do presidente Lula a sugestão de editar uma nova Medida Provisória para evitar, ao menos parcialmente, o aumento abrupto dos combustíveis. A MP teria validade de mais dois meses e daria tempo para encontrar saídas mais definitivas. Seria uma nova derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Lula deve definir o que fará sobre o tema na reunião desta segunda-feira (27) com Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O leitor lembra: Lula editou uma medida provisória no primeiro dia de seu governo prorrogando até amanhã (28) a desoneração dos impostos federais sobre o valor da gasolina e do etanol.

Se nada for feito, a MP perde a validade e o litro da gasolina pode subir até 70 centavos; o etanol, 24 centavos. Em contrapartida, o governo deixa de arrecadar 28,9 bilhões de reais, segundo cálculos de Haddad.

A MP foi a primeira derrota de Haddad no governo. O ministro queria o fim da desoneração dos combustíveis, para aumentar a arrecadação e reduzir o déficit de 230 bilhões de reais previsto para este ano.

Uma das ideias oferecidas a Lula pela ala política, da qual discorda o ministro da Fazenda, a nova medida provisória manteria zerada apenas a Cide, diminuindo o impacto sobre o preço dos combustíveis.

O aumento no preço dos combustíveis repercute no preço de outros produtos e aumenta a pressão sobre a inflação.