A Asssembleia Geral da ONU decidiu nesta quinta-feira (7) suspender a Rússia de participar do Conselho de Direitos Humanos da entidade. A votação foi decidida por 97 votos a favor e 24 contra. Entre os 58 países que se abstiveram está o Brasil.
O embaixador do Brasil junto à ONU, Ronaldo Costa Filho, afirmou que o governo Bolsonaro decidiu se abster da decisão por considerar que a comissão independente enviada à Ucrânia para apurar eventuais abusos da Rússia no ataque ao país deve primeiro encerrar os trabalhos e apresentar as provas que obtiver.
“Só assim, esta Assembleia Geral estará em posição para melhor acessar e tomar uma resposta informada e responsável contra o estado da Rússia no Conselho. Nós devemos evitar, a todo custo, repetir os erros da antiga Comissão de Recursos Humanos, evitando a politização, duplos padrões e seletividade”, disse.
Ele ainda ressaltou que o Brasil “está totalmente comprometido em encontrar meios para um imediato fim das hostilidades e a promoção de um diálogo real que conduza a uma solução pacífica e sustentável, garantindo o respeito pelos direitos humanos e as leis humanitárias, protegendo cidadãos que pedem pela paz”.
O novo posicionamento de Costa Filho junto à ONU é mais moderado a respeito da guerra na Ucrânia. No início de março, o embaixador votou a favor de uma resolução do Conselho de Segurança, que condenava a invasão russa. Como os russos são membros permanentes e têm poder de veto, a iniciativa foi fracassada.

