A fala de Arthur Lira de que a perda de mandato de Deltan Dallagnol deveria passar antes pela Câmara pareceu uma lufada de esperança ao agora ex-deputado e seus apoiadores. Só pareceu. Nem era objetivo de Lira dar esperança.

Como presidente da Câmara, Lira queria lembrar apenas uma formalidade. Ninguém acredita que Dallagnol teria força para reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral – nem na Câmara, nem no Supremo Tribunal Federal.

É uma briga que Lira não vai comprar. O ex-procurador da Lava Jato não era dos mais queridos na Câmara.