A interlocutores, Jair Bolsonaro disse não temer um eventual acordo de delação premiada de Silvinei Vasques, diretor da Polícia Rodoviária Federal durante a sua gestão e preso nesta quarta (9) pela Polícia Federal. Disse o ex-presidente que não há nada que o implique.

Bolsonaro disse o mesmo quando Mauro Cid e Anderson Torres, seus ex-assessores, foram presos.

Segundo um desses interlocutores, o gesto de Bolsonaro foi lido como uma vacina contra uma eventual delação e a associação com as denúncias de que seu governo promoveu blitzes nas estradas para barrar eleitores de Lula.

O ex-presidente disse que não participou da reunião, nem mandou Anderson Torres, seu então ministro da Justiça, dar qualquer tipo de ordem à PRF. Também disse duvidar que Silvinei o entregará nos depoimentos.

Segundo fontes próximas, Bolsonaro passou o dia dando dois tipos de explicação, a depender do interlocutor: ora se dizia distante do ex-diretor da PRF, ora elogiava a resistência do aliado.

O fato é que Silvinei nunca escondeu o apoio ao ex-presidente. Nas eleições de 2022, enquanto esteve no cargo, defendeu o voto em Bolsonaro em sua conta nas redes sociais. A publicação mostrava uma foto da bandeira do Brasil e pedia: “Vote 22, Bolsonaro presidente”. A postagem foi apagada horas depois.