O PSOL de São Paulo não está abalado com o assédio do PT para que sua estrela, o deputado federal Guilherme Boulos, mude de partido e seja candidato a prefeito no ano que vem. Descarta essa possibilidade e considera que o acordo celebrado entre os dois partidos em 2022 valerá em 2024.
No ano passado, Lula acertou que o PSol apoiaria o PT e, em troca, o PT apoiaria Boulos a candidato a prefeito de São Paulo em 2024. Agora, no entanto, a bancada paulistana diz que seria melhor Boulos deixar o PSol.
“Eles têm uma preocupação eleitoral, que procede”, diz a o Bastidor João Paulo Rillo, presidente do PSOL-SP. “(Mas) não vai acontecer isso. O Boulos não vai se desfiliar do PSOL para ser candidato pelo PT”.
Rillo afirma que o acordo feito em 2022 foi além de um compromisso entre Boulos e o presidente Lula. O PSol desistiu de ter candidato para apoiar Fernando Haddad a governador de São Paulo.
“A proposta de apoiar o Haddad ganhou por um voto na convenção do PSol. No dia, o (Luís) Marinho e o Haddad participaram e reafirmaram o compromisso do PT. Não tem motivo para ter desconfiança quanto a isso”.
Na verdade, tem. Vereadores petistas entregaram à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, uma carta em que afirmam que não ter candidato próprio à prefeitura de SP pode enfraquecer a legenda na eleição.
Os petistas pedem ainda um reforço nos fundos partidário e eleitoral, além de uma chapa competitiva. A questão é que o partido não tem um candidato natural e competitivo em São Paulo desde a derrota de Haddad, em 2016.
O Bastidor já mostrou que Boulos enfrenta muita resistência no PT de SP, que quer ao menos indicar o vice na chapa.

