A irritação de Lula com a situação dos brasileiros em Gaza foi levada às conversas da diplomacia brasileira com seus pares dos governos do Egito, dos Estados Unidos e com o próprio governo de Israel.
Segundo uma fonte do Itamaraty inteirada das negociações, diante do que considera ser um desrespeito ao povo brasileiro por parte de Israel, o Brasil tem segurado as relações diplomáticas porque precisam fazer o resgate dos brasileiros na zona de conflito.
O presidente já disse a interlocutores que acredita se tratar de retaliação ao posicionamento do Brasil durante a presidência rotativa no Conselho de Segurança da ONU. Apesar de condenar o ataque terrorista do Hamas a Israel e pedir a libertação dos sequestrados pelo grupo, o Brasil acrescentou o pedido por saídas humanitárias para o povo palestino.
Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente, procurou o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e pediu ajuda dos EUA para alertar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para o erro de ignorar a importância do Brasil como liderança na América do Sul, justo quando países da região ameaçam cortar relações diplomáticas com israelenses.
Aguardam a autorização para deixar Gaza um grupo de 24 brasileiros e outros dez palestinos parentes desses brasileiros.

