A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e sua equipe nem saíram da discussão sobre a exploração de petróleo na margem equatorial e já têm um novo desafio que ganha corpo no governo.
Demanda antiga no Amazonas, a pavimentação da BR-319 será tema de debate em um grupo de trabalho criado pelo Ministério dos Transportes, comandado por Renan Filho. A via é a única ligação terrestre entre Manaus e o resto do país.
Políticos da região acusam os órgãos ambientais de travarem a viabilidade da estrada.
Marina, antes mesmo do grupo de trabalho do Ministério dos Transportes iniciar as discussões, será alvo de questionamentos sobre o tema na CPI das ONGs. Minoria no colegiado, a base governista não atuou para evitar a presença da ministra, como mostrou o Bastidor.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, disse à CPI que a culpa pelo atraso na concessão de licença é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que não teria enviado todos os estudos. O trecho em questão, de 400 quilômetros, liga a capital a Porto Velho (RO).
Parlamentares do Amazonas reclamam que a obra não foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
A criação do grupo de trabalho é vista com desconfiança pela oposição e como uma forma de o governo ganhar tempo.

