Na programação da CPI da Pandemia desta semana, os senadores pretendem ouvir a advogada Bruna Morato, representante dos médicos que denunciaram procedimentos da Prevent Senior e o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan e apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

O depoimento de Bruna Morato está marcado para terça-feira, 28 de setembro. Morato prometeu dar aos senadores detalhes sobre o uso de pacientes do plano de saúde como cobaias de pesquisas não autorizadas relacionadas ao que chamam de tratamento precoce.

Quinze médicos assinam um dossiê com denúncias contra a Prevent Senior. Nele, as mudanças no prontuário do médico Anthony Wong e Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, mortos em decorrência de complicações da Covid, mas que, segundo as denúncias, tiveram prontuários alterados para não haver associação à doença.

Na quarta-feira, 29, será a vez de o empresário comparecer à CPI. Não foi consenso sua convocação. Para parte dos senadores, Hang tem pouco a acrescentar à apuração e pode transformar a sessão em palco para a defesa do uso de tratamentos sem comprovação científica.

Como justificativa para a sua convocação, estão suas reuniões durante a pandemia com integrantes do governo para pressionar pela flexibilização da venda de vacinas para Covid-19 ao setor privado, enquanto havia escassez no SUS. A proposta era liderada por ele e pelo empresário Carlos Wizard.