Apesar das resistências, Arthur Lira garante a interlocutores que a emenda do semipresidencialismo vai a voto na Câmara. Trata-se, diz ele, de um acordo com ministros do Supremo para diminuir a instabilidade institucional do país, em face da radicalização que se espera com a disputa entre Lula e Bolsonaro.
A proposta do semipresidencialismo está na praça há tempos. É daquelas soluções impossíveis que políticos sacam da algibeira quando obrigados a dizer alguma coisa sobre a baderna institucional que impera em Brasília.
A proposta tem defensores, como o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Michel Temer. Mas não tem apoio amplo no Congresso – muito menos na população. Ainda mais sem plebiscito. A chance de passar é mínima.
O presidente da Câmara sabe disso. Está fazendo um gesto para ficar bem junto ao Supremo.

