Com prazo prorrogado até o dia 5 de novembro, a CPI da Pandemia deve se encerrar quase dois meses antes, mas o plano dos senadores independentes e de oposição da comissão é o de apresentar o relatório final em setembro.
Há pontos, porém, nos quais a CPI precisa se concentrar para entregar o relatório antes do prazo final. Um deles é a investigação da gestão dos hospitais federais no Rio de Janeiro e as organizações sociais no estado.
Amanhã, terça-feira 3 de julho, o senador Humberto Costa vai apresentar requerimentos para aprofundar o tema pelo qual ficou responsável. Para o senador do PT, há indícios de corrupção e envolvimento de milícias na gestão federal da Saúde no Rio, o que atrapalhou o combate à pandemia.
Outro ponto que a CPI pretende avançar nas investigações é o das relações da Precisa Medicamentos com o governo na compra da vacina indiana Covaxin. Os senadores avaliam até pedir a prisão preventiva ou a apreensão do passaporte de Francisco Emerson Maximiano, o Max, que deve prestar depoimento na próxima semana.
A comissão também vai aprofundar as apurações sobre as negociações da Davati Medical Supply com o governo e intermediários. A empresa entrou no radar dos senadores depois das acusações de pedido de propina para a compra de vacinas da AstraZeneca.
O esquema profissional de divulgação de mentiras relacionadas à pandemia também preocupa a CPI. O grupo de trabalho responsável por essa área listou 21 influenciadores e 11 parlamentares que divulgaram informações falsas. Os senadores vão pedir ao Supremo Tribunal Federal o compartilhamento de informações do inquérito das “fake news”.
A CPI também pretende considerar no relatório dados objetivos sobre quem lucrou com a indicação de medicamentos imprestáveis para tratar doentes com Covid-19.

