O vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha, diz que sua demissão da Secretaria de Meio Ambiente foi definida porque o governador Cláudio Castro não entendeu corretamente sua filiação ao MDB.

Mas não é bem assim. Fontes com bom trânsito na política fluminense contaram ao Bastidor que a decisão de Castro.

MDB, PSD e PT já conversam sobre as eleições de 2026. O foco é vencer o bolsonarismo, do qual Castro ainda é próximo, apesar do distanciamento nos últimos anos. Esse afastamento foi estratégico para Castro se manter no governo em 2022.

Só que agora os três partidos vêem um futuro sem o governador – o que o incomoda. A bola da vez é Eduardo Pães, que hoje está no PSD, mas já foi do MDB num passado recente. À época, antes do impeachment de Dilma Rousseff, a sigla era próxima do PT. E essa sinergia política pode voltar.

Há ainda, no trio partidário, alguns integrantes com esperança de que Castro seja afastado do governo por conta de investigações que serão julgadas pelo STJ. Esse cenário poderia adiantar os planos.