A campanha de Jair Bolsonaro pediu há pouco ao Tribunal Superior Eleitoral a retirada de postagens e propagandas divulgadas pelos petistas em que o presidente é apontado como canibal.
Os advogados de Bolsonaro acusam a campanha de Lula de descontextualizar a fala do presidente para induzir o eleitor a erro. Afirmam que o vídeo original (publicado na íntegra por Bolsonaro nas redes sociais) mostra algo contrário ao “comportamento repulsivo e desumano” que o PT tenta “construir artificialmente”, além de reforçar a “deferência” do candidato à cultura indígena”.
Em 2016, durante entrevista concedida ao New York Times, Bolsonaro disse ter aceitado um convite para participar de um ritual fúnebre envolvendo canibalismo, mas que não foi porque ninguém quis levá-lo a tribo.
“Eu queria ver o índio sendo cozinhado [sic]. Daí o cara falou ‘se for, tem que comer’. Eu falei: ‘eu como’. Como a comitiva não quis ir, porque tinha que comer o índio, não queriam me levar sozinho lá.”
Ao contar como é o ritual, o então deputado federal detalhou que uma tribo em Sururucu, região de Vista Alegre (RO), “cozinha [o índio morto] por dois ou três dias e come com banana”. “Eu comeria o índio sem problema nenhum. É a cultura deles. Eu me submeti”, complementou o presidente.
É o segundo ataque bem-sucedido do PT com o modelo de mentiras usado por Jair Bolsonaro desde 2018. Antes, a polêmica da vez foram vídeos de Bolsonaro em lojas maçônicas, para tentar minar o apoio do atual presidente entre os evangélicos.

