Como o Bastidor antecipou, a gigante chinesa Sinopharm não tem condições de fornecer agora doses de sua (ainda questionável) vacina ao Brasil. A empresa confirmou ao Ministério da Saúde que só pode vender o imunizante no decorrer do segundo semestre deste ano.
Por ora, os esforços da estatal Sinopharm, apesar das narrativas sobre “diplomacia chinesa”, estão voltados a atender o mercado interno.
Os executivos da Sinopharm desautorizaram os representantes da empresa Blau, que diziam ter autorização para vender a vacina da farmacêutica chinesa ao Ministério da Saúde.
Apesar da perspectiva concreta de fechar a compra de vacinas da Pfizer e da Johnson & Johnson para imunizar 88 milhões de brasileiros, sobretudo no segundo semestre, a pasta segue sob a ameaça de ser obrigada a suspender o programa nacional de imunização.
Faltam insumos para a produção contínua e em larga quantidade das vacinas da Sinovac pelo Butantan e da AstraZeneca pela Fiocruz. Os contratos a ser fechados somente agora pelo Ministério da Saúde dificilmente chegarão aos braços dos brasileiros, em quantidade razoável, antes de julho.

