A empresa chinesa Sinovac, dona da Coronavac, está dificultando o envio de esclarecimentos necessários à análise do uso emergencial da vacina. O Instituto Butantan, responsável pela aprovação na Anvisa, é o parceiro da Sinovac no Brasil.

Para esclarecer as (muitas) dúvidas dos técnicos da Anvisa, o Butantan depende de autorização da Sinovac – e a Sinovac demonstra resistência em abrir os dados à agência reguladora. A empresa chinesa não enfrentou o mesmo problema na Indonésia, na China e na Turquia, países em que a Coronavac também está em uso ou a caminho de ser utilizada – e nos quais a vigilância sanitária é precária.

Como noticiamos, o Butantan enviou os documentos que faltavam. Mas os técnicos da Anvisa aguardam esclarecimentos acerca dos documentos enviados – os dados contidos neles são julgados insuficientes para a análise do uso emergencial da vacina.