Manifestantes que estão desde o fim de outubro acampados na Praça dos Cristais, em frente ao quartel general do Exército, em Brasília, começaram a desmontar as barracas nesta quinta-feira (22). Em grupos nas redes sociais, parte deles diz que pretende resistir, mas o fato é que a maioria prefere passar o Natal com a família, em vez de manter os atos.

O protesto em Brasília começou logo após o resultado das eleições deste ano, em que Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido como o futuro presidente. Assim como em várias partes do país, os atos começaram com o bloqueio de rodovias no entorno da capital. Com a reprovação pela maior parte dos brasileiros, os grupos mudaram de endereço e foram para a frente do Forte Caxias.

Ali, houve manifestações com milhares de pessoas, sobretudo nas primeiras semanas após o resultado. Com o tempo, o movimento foi minguando, perdendo força. O Bastidor mostrou que o excesso de teorias da conspiração deflagradas pelos participantes, por vezes, chegou a colocar uns contra os outros, pois não havia unidade de pensamento, tampouco lideranças formadas.

Fora dos limites do Setor Militar Urbano, onde fica o quartel, também houve manifestações. Uma delas terminou com ônibus e carros incendiados. Ninguém foi preso até o momento.

Curiosamente, o desmonte do acampamento se dá cerca de 72 horas antes do Natal. Durante os quase dois meses de protesto, era comum que os grupos pedissem aos manifestantes que aguardassem exatamente esse mesmo período de tempo, para que Jair Bolsonaro ou os líderes militares tomassem alguma medida que pudesse ensejar num golpe para impedir a posse de Lula.

Até agora, nada aconteceu e dificilmente acontecerá.