A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, representará o país na posse de Donald Trump, no dia 20. Como esperado, o presidente Lula não foi convidado para a cerimônia.
Em geral, as posses presidenciais nos Estados Unidos contam com poucos chefes de estado. O evento costuma ser prestigiado apenas pela classe política local, além da população, que pode assistir à cerimônia que ocorre na parte externa do Capitólio.
Embora Lula não tenha sido diretamente convidado, o governo americano encaminhou um convite a Viotti, seguindo a tradição da diplomacia local, que costuma chamar os embaixadores que atuam em Washington.
A imprensa argentina diz que o presidente Javier Milei irá à posse de Trump. Milei é um fã de Trump. Outro admirador de Trump, o ex-presidente Jair Bolsonaro, deve ficar de fora.
Na semana passada, a defesa de Trump pediu ao ministro Alexandre de Moraes que permita a viagem de Bolsonaro. O ex-presidente está sem passaporte para evitar uma fuga do Brasil, devido à investigação que apura sua participação dele em uma suposta tentativa de golpe de estado.
Os advogados de Trump pediram a Moras a devolução do documento, sob a justificativa que Bolsonaro foi convidado para a cerimônia. Moraes, no entanto, pediu que Bolsonaro comprove ter recebido um convite formal de Trump, o que ainda não foi feito. No pedido feito por seus advogados consta apenas a cópia de um email que dispara convites para a cerimônia.
O procedimento para a posse de Trump é o mesmo adotado pelo Brasil no caso da posse de Nicolás Maduro, na Venezuela. O ditador também não enviou convite diretamente ao presidente brasileiro, mas ao corpo diplomático. O país foi representado na cerimônia pela embaixadora Gilvânia Maria de Oliveira.

