Apesar dos elogios por parte do mercado financeiro e de parlamentares do Centrão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda encontra resistência entre companheiros do PT.
Tem sido comum, em reuniões de ministros com deputados e senadores petistas, o pedido para afagar Haddad e o arcabouço fiscal. Nesta semana, aconteceu de novo.
“É importante vocês marcarem reuniões com o Haddad para demonstrar apoio”, disse um integrante do Palácio do Planalto durante um encontro recente com deputados petistas.
É difícil. Parte da bancada do PT na Câmara classifica o ministro como “liberal em excesso”. Considera que ele dá recados demais a agentes econômicos e de menos à população mais pobre, papel que fica com o presidente Lula.
Os deputados ainda avaliam que o ministro deveria subir o tom contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após a manutenção da taxa Selic em 13,75%.
Haddad, não é de hoje, não é o ministro mais querido entre os petistas. Pesa contra também a crença de que ele pretende ser novamente candidato à Presidência, caso Lula não dispute a reeleição.

