O comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, formalizou hoje (quinta) a decisão de não punir Eduardo Pazuello. Nos últimos dias, Paulo Sérgio tentava, sem sucesso, chegar a uma solução de consenso para o caso junto aos demais generais do Alto Comando.
Como o Bastidor revelou, ao menos cinco generais da cúpula do Exército estavam insatisfeitos com o comandante da Força, em virtude da condução dele na crise. Hoje, dois deles estão indignados com Paulo Sérgio. Um diz, reservadamente, que ele se acoelhou. Outro, que o general “não sabe guerrear”.
A crítica prevalente entre os quatro estrelas é simples: um ato tão flagrante e público de insubordinação que não seja punido fere de morte o princípio cardinal da obediência militar.
Embora alguns dos colegas de Paulo Sérgio concordem com a posição adotada pelo comandante, que já se desenhava nas últimas 48 horas, o Alto Comando está dividido sobre as consequências que o precedente poderá abrir nos quartéis às vésperas das eleições de 2022.

