Apesar de o PT anunciar uma ação de investigação no Tribunal Superior Eleitoral contra Jair Bolsonaro pelo 7 de Setembro, há insatisfeitos com a atuação do jurídico da campanha.

A ação petista é por abusos de poder político e econômico. Alguns petistas acham que a ação não vai dar em nada. As punições previstas para o caso são impugnação da candidatura, inelegibilidade e, se o candidato for eleito, a cassação do mandato.

Ninguém acredita que a Justiça Eleitoral tomará qualquer uma das atitudes contra Bolsonaro. Uma ação semelhante contra a chapa Dilma Rousseff/Michel Temer durou quase três anos. A absolvição da chapa, que, caso condenada, resultaria na saída de Temer da Presidência, entrou para o folclore político de Brasília. A chapa foi absolvida pelo TSE por excesso de provas, como se consagrou dizer.

Um petista afirma que todos sabem que o TSE não tira mandato de presidente da República. Portanto, a ação não terá qualquer efeito prático para a campanha de Lula.

Internamente, há críticas sobre a falta de visão estratégica e de proatividade do jurídico da campanha, pelo ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, indicado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Segundo um aliado da campanha, sabendo que haveria o sequestro por Bolsonaro das comemorações do Bicentenário da Independência e dos desfiles militares, Aragão não pensou em nada efetivo. Poderia ter pedido uma liminar para impedir a mistura dos atos de campanha e das comemorações ou, como fez a campanha de Soraya Thronicke, fazer um pedido para que o TSE impedisse a campanha de Bolsonaro de usar as imagens do 7 de Setembro em sua propaganda.