O governo Lula (PT) encontrou uma solução para agradar os pernambucanos do PT, do PSB e do Republicanos. Decidiu dividir a superintendência da Codevasf (Companhia do Vale do São Francisco) em duas unidades para agradar os três partidos.
Uma delas será comandada por Edilázio Wanderley, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Pernambuco, indicado pelo senador Humberto Costa (PT). A outra será de Gustavo Melo, apadrinhado pelode putado Silvio Costa Filho (Republicanos) e pelo prefeito de Recife, João Campos (PSB).
A alternativa veio após intervenção do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT-SP), que viu uma oportunidade de aproximação com o Republicanos. Silvio Costa Filho tem sido o interlocutor do partido com o governo.
A princípio, a Codevasf em Pernambuco ficaria sob a influência de Humberto Costa, mas a necessidade de ampliar a base aliada no Congresso falou mais alto.
Embora resolva um problema atual, a solução não agradou a todo o PT porque abre brecha para um conflito no futuro: uma possível aliança em 2026 entre PSB e Republicanos com João Campos candidato a governador e Silvio Costa Filho para o Senado.
Nesse cenário, o PT se veria obrigado a ter um candidato ao governo para, ao menos, renovar o mandato de Costa como senador. Em 2026, cada estado elegerá dois nomes para o Senado. Outra possibilidade é o próprio Costa disputar o cargo de governador.

